Marcos do desenvolvimento: quando observar e quando intervir

Como saber se meu filho está se desenvolvendo adequadamente? Os marcos do desenvolvimento nos ajudam a acompanhar o desenvolvimento do bebê. Sem regras fixas, são sinais que mostram como a criança está se organizando, se sentir segura e descobrir o mundo.

Arlete Jordano

1/26/20262 min read

A woman sitting on a couch holding a baby
A woman sitting on a couch holding a baby

Como saber se meu filho está se desenvolvendo adequadamente?

Os marcos do desenvolvimento nos ajudam a acompanhar o desenvolvimento do bebê. Sem regras fixas, são sinais que mostram como a criança está se organizando, se sentir segura e descobrir o mundo.

Os marcos do desenvolvimento nos ajudam a acompanhar esse caminho. Eles não são regras fixas, mas sinais que mostram como a criança está se organizando, se sentir segura e descobrir o mundo. Observar esses sinais é uma forma de cuidar.

Primeiros meses

Nos primeiros meses de vida, o bebê se comunica principalmente pelo corpo. Antes de falar, ele se expressa pelo olhar, pelo choro e pelos movimentos. É assim que mostra suas necessidades, seus desconfortos e seus prazeres. Quando o bebê se sente acolhido e compreendido, ele constrói confiança e segurança para seguir explorando.

As conquistas motoras — como sustentar a cabeça, rolar, sentar-se, engatinhar e andar — representam muito mais do que aprender a se mover. Cada novo movimento amplia a autonomia, fortalece a confiança e permite que o bebê se relacione de novas formas com o ambiente e com as pessoas. Ao se movimentar, a criança experimenta o mundo, cria vínculos e começa a se perceber como alguém que age e influencia o que acontece ao seu redor.

O movimento é também uma forma de expressão. Pelo corpo, a criança demonstra alegria, curiosidade, insegurança e até frustrações. Essas experiências ajudam a organizar as emoções e dão base para o desenvolvimento da atenção, do pensamento e da aprendizagem.

Com o crescimento, essas manifestações continuam aparecendo no brincar, na forma como a criança corre, pula, se equilibra, se relaciona e enfrenta desafios. Quando surgem dificuldades persistentes, é o momento de ampliar esse olhar.

Perceber sua insegurança nos movimentos, falta de interesse pelo brincar, dificuldade de concentração ou muita frustração — vale apurar esses momentos e observar com mais cuidado.

Observar é estar presente, acompanhar, oferecer oportunidades de brincar e se movimentar, sem comparações excessivas. Nem toda diferença é um problema, mas toda criança precisa ser vista e escutada.

Intervir torna-se importante quando as dificuldades começam a interferir no bem-estar da criança, em suas relações ou na aprendizagem. A intervenção precoce não significa acelerar ou exigir mais, mas oferecer apoio para que a criança se sinta mais segura, confiante e organizada em seu corpo e em suas emoções.

Como psicomotricista, acredito que o desenvolvimento acontece quando a criança é cuidada de forma integral. Esse trabalho valoriza o brincar e o movimento como caminhos para fortalecer a segurança emocional, a autonomia e a aprendizagem. Acompanhamos cada criança com respeito ao seu tempo, oferecendo suporte para que ela cresça de forma saudável, confiante e feliz.

Cada criança tem seu próprio tempo para se desenvolver.

Essa frase é verdadeira, mas é importante lembrar que nenhuma criança cresce sozinha. Desde o nascimento, ela se desenvolve nas relações, no cuidado diário, no colo, no olhar e nas experiências que vive com quem está à sua volta.Escreva seu texto aqui...