Um olhar para as famílias
O diagnóstico de uma criança atípica costuma vir acompanhado de medo, dúvidas, luto e muitas perguntas sobre o futuro. Um olhar para as famílias com a psicomotricidade ajuda a família a compreender que o desenvolvimento passa pelo corpo, pelo movimento e pelo vínculo.
Arlete Jordano
1/26/20262 min read
Para as famílias, o diagnóstico costuma vir acompanhado de medo, dúvidas, luto e muitas perguntas sobre o futuro. É natural que o olhar se volte para aquilo que a criança ainda não faz ou para aquilo que preocupa.
Mas é importante lembrar: o diagnóstico não encerra a história da criança. Ele é um ponto de partida, não um ponto final.
Compreendemos que a criança sente, percebe e responde ao olhar do adulto. Quando ela é vista apenas pelas dificuldades, isso pode impactar sua forma de se relacionar consigo mesma e com o mundo. Quando é vista como sujeito, com limites e potencialidades, ela encontra espaço para se desenvolver.
Famílias com crianças atípicas
Psicomotricidade
A psicomotricidade ajuda a família a compreender que o desenvolvimento passa pelo corpo, pelo movimento e pelo vínculo. Pequenas conquistas — como se organizar melhor, ampliar o contato, explorar o ambiente e brincar — são avanços importantes e precisam ser valorizados.
O brincar produz experiências de satisfação e transforma o simples movimento em prazer de estar na relação com o outro. É nesse encontro que a criança vai se constituindo como sujeito. Quando é vista como alguém — com ou sem diagnóstico —, a criança encontra espaço para desenvolver suas capacidades.
Por meio do movimento, da música, dos ritmos e das brincadeiras simples, como um “Pirulito que bate, bate”, a criança constrói organização corporal, ritmo e inicia uma estrutura de comunicação e de repetições. São experiências aparentemente simples, mas profundamente estruturantes para o desenvolvimento.
Psicopedagogia
A psicopedagogia contribui ao acompanhar os processos de aprendizagem, respeitando o tempo da criança e ajudando a construir estratégias possíveis, sem comparações excessivas ou expectativas irreais.
Olhar para além do diagnóstico é permitir que a criança seja mais do que um rótulo. É reconhecer suas conquistas, sustentar seus desafios e caminhar com ela, passo a passo.
Deve haver um trabalho de parceria para fazer a diferença.
Crianças com qualquer tipo de transtorno ou síndrome, ou só com atraso em seu desenvolvimento se beneficiam profundamente quando escola, família e profissionais caminham juntos. O diálogo entre psicomotricidade, psicopedagogia e equipe escolar fortalece as intervenções e evita que a criança fique presa a um único olhar.
Quando o adulto muda o olhar, o caminho se amplia.
Quando o corpo é considerado, o vínculo se fortalece.
Quando o sujeito é reconhecido, o desenvolvimento acontece.
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No Brincar & Movimento, acreditamos que olhar para além do diagnóstico é abrir espaço para o que a criança pode construir — no seu tempo, do seu jeito, com sustentação, cuidado e respeito.
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